📑 Inhaltsverzeichnis
O cânhamo é conhecido como um remédio ancestral que, nos dias de hoje, é cada vez melhor analisado e compreendido através das ciências modernas. A influência do cannabis na tireoide também está em foco na pesquisa médica contemporânea. Um novo estudo examina os riscos dos canabinoides em pacientes que sofrem de hipertireoidismo autoimune e que posteriormente podem desenvolver exoftalmia.
Doença de Graves e o Consumo de Cannabis
Conhecida em inglês como „Graves‘ disease“, o estudo atual sobre cannabis aborda a condição clínica chamada Doença de Graves. Trata-se de uma doença rara, mas visualmente inconfundível, caracterizada pelos olhos que parecem protruir do rosto. Essa exoftalmia às vezes segue o hipertireoidismo autoimune mencionado anteriormente, que por sua vez é influenciado pela nossa tireoide.
De acordo com a pesquisa, a Doença de Graves poderia ocorrer até 1,9 vezes mais frequentemente com consumo frequente de cannabis e história de doença preexistente em comparação com grupos de controle equivalentes de pacientes.
Os cientistas analisaram registros de saúde de aproximadamente 36 mil pessoas que foram acompanhadas e tratadas ao longo de 20 anos. Destes, cerca de 800 participantes consumiram canabinoides. Mais da metade dos pacientes também fumava cigarros regularmente. Além disso, o projeto documentou diversos métodos de tratamento, incluindo esteroides e procedimentos cirúrgicos especializados como tarsorrafia ou descompressão orbitária.
Cannabis Tão Arriscado Para a Tireoide Quanto a Nicotina?
De acordo com o estudo, essa suposição tem fundamentação. Cerca de 4% dos pacientes com hipertireoidismo autoimune desenvolveram Doença de Graves tanto com o consumo de cannabis quanto com o fumo de tabaco, enquanto no grupo de controle abstinente a ocorrência foi de apenas 2,2%. De acordo com os dados, o primeiro ano após o surgimento da doença preexistente parece ser particularmente arriscado.
Após dois anos, porém, os números diminuíram significativamente e o cannabis não mostrou mais diferença estatisticamente relevante. Pacientes com cannabis no organismo receberam esteroides prescritos cerca de duas vezes e meia mais frequentemente. Os pesquisadores consideram extremamente importante que os médicos responsáveis forneçam informações claras, de forma tão rápida e completa quanto possível.
Inflamações e vasos entupidos, como no tabagismo, poderiam desencadear mecanismos comparáveis no corpo também através do cannabis.
Quem recebe o diagnóstico da referida doença autoimune deve estar absolutamente ciente dos perigos potenciais dos canabinoides e preferir evitar todo o consumo. Caso contrário, de acordo com o estudo, existe o risco de desenvolvimento mais precoce de doenças secundárias que também podem ser mais graves do que a média.
Com Hipertireoidismo e THC é Preciso Ter Cuidado
Uma avaliação da glândula normalmente faz parte do padrão de exames preventivos terapêuticos no Brasil. Quem consome cannabis deve fazer uma verificação da função tiroidiana, preferencialmente de forma regular e sempre insistindo em uma análise cuidadosa dos resultados. Pânico não é indicado, já que uma relação causal real é apenas suspeitada no momento e há uma série de limitações da análise a considerar.
O estudo foi conduzido pelo „Albert Einstein College of Medicine“ em Nova York e os resultados foram publicados na área de cirurgia ocular reconstrutiva e plástica. É explicitamente enfatizado que os pacientes afetados são usuários particularmente ativos de cannabis e que, ao comparar os conjuntos de dados, nenhum aspecto específico do consumo foi considerado.
Os especialistas não investigaram diferentes formas de consumo de cannabis, duração ou frequência exata e não consideram associações diretas entre os componentes ativos como THC e Doença de Graves viáveis no momento. São necessários estudos de acompanhamento para isso. Apesar disso, já é aconselhável hoje evitar cigarros de cannabis e edíveis de cannabis com diagnóstico confirmado de hipertireoidismo autoimune e, em vez disso, concentrar-se nas abordagens terapêuticas comprovadas da medicina convencional.
Perguntas Frequentes
Como o cannabis atua na tireoide?
Os canabinoides se ligam aos receptores do sistema endocanabinóide do corpo, que também regula processos hormonais. Estudos indicam que THC e CBD podem influenciar a liberação de hormônios da tireoide – porém, os dados em humanos ainda são limitados.
O CBD pode ajudar no Hashimoto?
Hashimoto é uma doença autoimune com inflamação crônica da tireoide. Canabidiol (CBD) está sendo pesquisado por suas propriedades potencialmente anti-inflamatórias – inclusive no contexto de recuperação e inflamação em atletas. Não há efeito terapêutico comprovado especificamente para Hashimoto até o momento.
É o THC perigoso em caso de hipertireoidismo?
Em caso de hipertireoidismo (hipertireoidismo), é preciso ter cuidado, pois o THC pode sobrecarregar ainda mais o metabolismo e a circulação. Quem consome cannabis deve conhecer os possíveis efeitos colaterais dos canabinoides e esclarecer o uso com um médico.
O CBD tem efeito anti-inflamatório em doenças autoimunes?
Como a doença tiroidiana Doença de Graves é de origem autoimune, o efeito anti-inflamatório dos canabinoides é relevante. O CBD está sendo investigado para vários problemas inflamatórios – por exemplo, se um gel de CBD alivia a dor na osteoartrite. Mais sobre a interação entre cannabis e o sistema imunológico em nosso artigo sobre cannabis e doenças autoimunes.





































